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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

MÁSCARAS AO LUAR, de Jude Deveraux

MÁSCARAS AO LUAR
de Jude Deveraux

360 páginas / PVP 16,60€

Sophie Kincaid está a passar por um momento difícil. Foi abandonada pelo noivo e a sua carreira de escultora está num impasse. Felizmente, a sua amiga Kim parece ter a solução: basta que Sophie se mude para Edilean. Kim acredita que a pequena povoação é o Paraíso na Terra. Mas a experiência de Sophie vai assemelhar-se mais a uma descida ao Inferno. Para começar, o seu carro avaria, e quase é atropelada por um condutor em excesso de velocidade. Sophie resolve então levar a cabo uma pequena e criativa «vingança» contra o motorista, que é nada menos do que… o seu novo empregador. E o Dr. Reede Aldredge bem merece ser castigado. Quanto mais não seja pelo seu temperamento amargo e modos rudes, conhecidos de toda a vila. Mas apenas ele sabe os motivos que o levam a agir assim. A fogosa Sophie, porém, fá-lo rir… algo que não acontecia há muito tempo. A química entre eles é palpável. A tensão também. Afinal, ambos têm segredos a esconder. 

Quando, sob o luar de Edilean, partilham um momento de pura magia, algo parece mudar… Porém, até os habitantes da vila já perceberam que nada é simples para aqueles dois. Conseguirá a magia sobreviver à luz implacável da manhã, ou transformar-se-á em apenas mais uma memória embaraçosa?
Jude Deveraux nasceu em 1947 em Fairdale, Kentucky. Licenciou-se em Arte na Universidade de Murray. Foi professora antes de se dedicar exclusivamente à escrita. É autora de uma vasta obra de grande sucesso, com 43 títulos que marcaram presença na lista dos livros mais vendidos do New York Times. Os seus livros, bestsellers em vários países, já venderam mais de 60 milhões de exemplares em todo o mundo, tendo sido traduzidos para 18 línguas. A escritora vive atualmente na Carolina do Norte

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Aparições de Fátima: a construção de uma identidade nacional

Quando o Sol Dançou – Fátima e Portugal
Jeffrey S. Bennett
15x23
240páginas
16,50 €
Não Ficção/Religião
Guerra e Paz Editores

Esta é uma história que todos os portugueses conhecem. Há 100 anos, a 13 de Maio de 1917, a Virgem Maria apareceu a três pastorinhos, na Cova da Iria, um lugar ermo perto de Fátima. O fenómeno repetiu-se nos meses seguintes e, a 13 de Outubro, contou com o testemunho de cerca de 70 mil pessoas. Quando o Sol Dançou é o livro de estreia do antropólogo norte-americano Jeffrey S. Bennett que, depois de se intrigar com o fenómeno de Fátima nas inúmeras viagens que fez a Portugal e dos anos que cá viveu, tenta deslindar as complexas relações sociais que permitiram e levaram ao surgimento e manutenção do culto de Fátima e da sua interligação com a construção de uma aguerrida identidade nacional.

Com tradução de Miguel Nogueira, esta é uma análise sustentada do contexto socio-político da aparição da Virgem Maria aos pequenos Francisco, Jacinta e Lúcia e do fenómeno religioso que aqui teve origem. Numa investigação séria e rigorosa, Jeffrey S. Bennett explora as antigas tradições marianas da zona de Leiria, o combate entre republicanos e monárquicos e a ascensão do salazarismo, bem como as eventuais motivações psicológicas dos pastorinhos e dos primeiros devotos. Quando o Sol Dançou é, pois, um retrato fascinante sobre um dos períodos mais turbulentos da história de Portugal. Chega às livrarias a 1 de Fevereiro.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Adeus, avó! Um romance histórico entre Angola, Cabo Verde e Índia


Adeus Avó – Ecos do Passado Colonial
Augusto Reis
15x23
408 páginas
20,00 €
Ficção/Romance
Guerra e Paz Editores


Chega com os sons quentes do crioulo e o jeito gingão do quimbundo e quicongo de Angola. Adeus, avó! é o romance de estreia de Augusto Reis, português que viveu na Índia, em Cabo Verde e Angola, passou novamente por Lisboa e que, há cerca de 40 anos, se fixou na Holanda. Professor de Línguas e História da Cultura, dedica-se a decifrar perspectivas sobre Angola, denunciar abusos cometidos durante a colonização e analisar momentos e processos que iniciaram a queda do colonialismo.
Adeus, avó! chega às livrarias a 1 de Fevereiro e é o reflexo de todos estes ecos do passado.

Ambientado entre Angola, Cabo Verde e a Índia de meados do século passado, Adeus, avó! é uma incrível viagem ao princípio do fim do império colonial, um romance histórico que combina ficção e magia, numa emocionante história que retrata os anos 50 e 60 sob diferentes perspectivas, abordando temas como a escravatura, racismo, ditadura, homossexualidade e religião.
Com mestria e habilidade, Augusto Reis tece um enredo que une o quase escravo das plantações de algodão Tôko e o endiabrado Tininho que acaba de chegar a Luanda, nos anos 60, já depois de ter trocado Lisboa por Goa e de se ter perdido em Cabo Verde, terra da sua querida avó, Maria Galvão. Que histórias unem estes dois destinos?

A sessão de lançamento de Adeus, avó! decorre a 23 de Fevereiro, às 18h30, na Bertrand Picoas Plaza, em Lisboa. Com apresentação de Bob de Jonge, Professor de Linguística na Holanda.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Construtores do Império, da Conquista de Ceuta à criação do governo-geral do Brasil

O Império Português foi construído por todo o Reino: reis, nobres, membros do clero e do povo, pelos que partiam e pelos que ficavam. Um esforço conjunto que permitiu a Portugal mostrar novos Mundos ao Mundo. Mas quem foram as figuras que encabeçaram esta construção? Algumas são bem conhecidas, como o Infante D. Henrique, Afonso de Albuquerque ou D. João de Castro, mas outras ficaram na sombra.  

Construtores do Império apresenta-nos 12 biografias de personalidades que se revelaram essenciais para a construção do Império Português: D. Fernando, o Infante Santo, pelo seu cativeiro e consequente morte, foi o garante da conservação de Ceuta, peça imprescindível para o poder português no Norte de África; D. Beatriz, a única mulher retratada nesta obra, foi responsável pelo crescimento económico da Madeira, pela reorganização do povoamento dos Açores e pelo desenvolvimento de Cabo Verde; Jos Dutra, capitão do donatário dos Açores, representa este grupo e a sua importância na consolidação do Império; Pedro e Jorge Reinel fazem parte da primeira geração de cartógrafos portugueses, o seu talento e conhecimento permitiram visualizar os novos territórios conquistados. Duarte Coelho começou a sua carreira na Ásia, tendo acabado como colonizador do Brasil, um reflexo do deslizar do centro de interesses do Império Português do Oriente para o Atlântico Sul.

Estas são apenas algumas das figuras que os historiadores João Paulo Oliveira e Costa e Vítor Luís Gaspar Rodrigues nos apresentam nesta obra que realça a dimensão da ação individual na História.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Novo romance de Sophie Kinsella "A LUA-DE-MEL"

A LUA-DE-MEL
de Sophie Kinsella

PVP 15,90€
416 páginas

Jovens! Com a sua pressa, as suas preocupações e a vontade de desejar todas as respostas, agora… LOTTIE tinha a certeza de que RICHARD, o seu namorado de longa data, ia pedi-la em casamento. Mas estava enganada. Farta de esperar, decide terminar a relação. O inesperado acontece quando Lottie, ainda a recuperar da desilusão, recebe um telefonema. Do outro lado da linha está BEN, um ex-namorado com quem fizera um pacto insólito no passado. Se, aos 30 anos (ou aos 33…), nenhum deles estivesse casado, casar-se-iam um com o outro. Para Lottie a mensagem é clara: o Destino está a uni-los! 

Já FLISS, a irmã de Lottie, não tem tanta certeza disso. Ela sabe que, por detrás deste aparente ato arrebatado de paixão, Lottie tem o coração partido. Mas casar com alguém que não vê há 15 anos ultrapassa todos os limites. O problema é que o mal já está feito… A solução? Seguir o casal até à ilha grega de Ikonos e fazer os possíveis (e os impossíveis) para impedir a consumação da união. Fliss rapidamente percebe que contrariar o Destino não é tarefa para os fracos de espírito, algo que ela acredita não ser. Mas à medida que o seu plano avança, uma dúvida paira no ar: estará ela preparada para pagar o preço pela intromissão? 

Sophie Kinsella começou a escrever aos 24 anos mas foi com a série Louca Por Compras que a sua carreira se firmou internacionalmente. Tem romances publicados em quarenta países, com um total de vinte e cinco milhões de exemplares vendidos. As razões do seu êxito são variadas: escreve com ritmo e graça sobre assuntos que tocam leitores em todo o mundo, nunca é previsível e diverte-nos sempre. Além disso, as suas histórias são românticas, com protagonistas tão reais que cremos inteiramente neles, apesar dos seus momentos mais disparatados. Sophie Kinsella é assim. Vive em Londres com o marido e a família.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Distúrbio Obsessivo-Compulsivo, alguém quer?

Nunca abordei este assunto aqui no blogue, mas há sempre uma primeira vez para tudo. Antes de mais, e para quem não sabe bem em que consiste este distúrbio, aqui fica uma pequena definição:

DOC -  É um distúrbio que se caracteriza por pensamentos obsessivos e compulsivos, que levam o indivíduo a agir de forma considerada estranha perante a sociedade. Pode manifestar-se em ideias exageradas e irracionais relacionadas com saúde, higiene, organização, simetria..., ou rituais que são incontroláveis ou dificilmente controláveis.


Este tema é abordado com regularidade nas séries americanas, trazendo-nos personagens que nos levam facilmente às gargalhadas. Quem não gosta das excentricidades do Dr. Sheldon Cooper, de TBBT, ou da Mónica, em Friends? Adoro estes personagens, mas a verdade é que viver com Doc não é assim tão engraçado. 

Não é que a minha vida seja muito afectada por isto, mas desde que me lembro de ser gente que tenho umas manias muito esquisitas. Não sei até que ponto os meus pais se terão apercebido que as minhas "manias" eram algo mais que manias estranhas de uma criança. A verdade é que houve sinais claros de que alguma coisa não estava bem, mas nunca me levaram a qualquer tipo de especialista. Agora que já não sou nenhuma criança apercebo-me que por um lado consegui ganhar controlo de alguns dos meus rituais, mas com o tempo surgiram novos. 

Não tenho fobia a germes e não sou escrupulosa no que toca a limpezas e arrumações, por exemplo. Adoro ver dicas de arrumação mas tento nem pesquisar sobre esse tema porque com um T1 pequenino e um orçamento que nunca sobra, só serve para me irritar profundamente por não conseguir por nada em prática. Tento ao máximo evitar coisas que sei que vão ficar a remoer na minha cabeça ao ponto de não me deixar dormir a noite inteira, e "organization porn" é uma delas.

Lembro-me por exemplo que em miúda, sempre que apagava o candeeiro da minha mesa de cabeceira, antes de dormir, tinha que contar até 20 e até a contagem tinha um ritmo próprio. 

1234   5678   9101112   13141516  1718   1920

Luz apagada. Só que não. Muitas vezes alguma coisa remoía cá dentro, obrigando-me a ligar a luz e a repetir a cantilena duas, três, quatro vezes...
Desabituei-me desta treta na universidade, quando me vi obrigada a dividir quarto com outras pessoas e achei por bem começar a agir como uma mulher adulta que não conta até 20 para desligar as luzes. E resultou, por algum tempo. Hoje em dia já não conto até 20, mas durmo com uma luz de presença ligada durante toda a noite. Substituí uma mania por outra.... 

Não sei até que ponto a compulsividade que me leva a esturrar todas as potenciais poupanças em livros, não está também relacionada com isto. Há qualquer coisa que me acalma ao comprar um livro ainda que saiba que não o vou ler tão cedo e só vai aumentar a pilha por ler. O facto de trazer um livro novo para casa acalma qualquer coisa cá dentro, principalmente quando a vida não me corre bem...

Fechar portas é um autêntico tormento. Não consigo fechar o carro sem confirmar se todas as portas estão bem fechadas. E depois de o fazer, é raro não chegar a meio do caminho para casa e pensar "será que ficou MESMO fechado?". Lá vou eu, repetir e confirmar tudo outra vez. Se por acaso estiver mais alguém no estacionamento, finjo que me esqueci de alguma coisa lá dentro só para poder abrir o carro, fechar e correr todas as portas para as confirmar novamente. E tendo em conta que 95% das vezes conduzo sozinha, as restantes portas do carro quase nunca são abertas! 

Só há pouco tempo é que o meu namorado se apercebeu que alguma coisa não batia certo. Namoramos quase há 5 anos e apesar de ele me ver a fazer isto ao carro vezes sem conta, só quando me viu a fazer o mesmo à porta de casa é que começou a olhar para mim com cara de caso... De cada vez que saímos, lá fico eu agarrada à porta um tempão a confirmar se está fechada. Já quando estou em casa, a porta é automaticamente trancada. Já nem dou por o fazer: é automático. Chego a vir a casa para buscar alguma coisa e, 5 ou 10 minutos depois, vou a sair e dou com a porta trancada....

Certamente que há quem sofra bastante com este distúrbio e eu sei que comigo são apenas pequenas coisas que não consigo evitar. Ainda assim, desde há um ano para cá noto que tenho vindo a piorar. Dou por mim com rituais novos e coisas que conseguia controlar e agora já não. Não sei se a pressão psicológica da separação dos meus pais, e todos os dramas que daí vieram, ajudou a piorar as minhas obsessões ou se terá sido antes o facto de viver sozinha e não ter ninguém por perto que me "obrigue" a controlar algumas das minhas excentricidades... O que sei é que elas estão cá e muitas vezes deixam-me doida!


Mais alguém por aí que sofra de DOC? Como fazem para controlar os impulsos e as ideias mirabulásticas que vêm sabe-se lá de onde?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Pessimismo, sonhos, crítica e ironia num divertido romance de Machado de Assis

Quincas Borba
Machado de Assis
15x23
272 páginas
16,50 €
Ficção/Literatura Lusófona
Guerra e Paz Editores


Dez anos depois de «Memórias Póstumas de Brás Cubas», Machado de Assis recupera uma personagem e dá vida a um novo e divertido romance com o seu nome. Quincas Borba é o 16.º título da colecção de Clássicos da Guerra e Paz e chega às livrarias a 18 de Janeiro. 

O alucinado filósofo, amigo de infância de Brás Cubas, é a personagem que faz ponte entre os dois romances do escritor brasileiro que, com o seu jeito delicioso de contar histórias, tece duríssimas críticas sociais. Editado em folhetim entre 1886 e 1891, Quincas Borba é um livro sobre a grandeza dos sonhos e a realidade humana, que conta, não a história do filósofo que dá nome ao livro, mas de Rubião, modesto professor de província, herdeiro da sua fortuna. 

Este é o grande trunfo de Machado de Assis, suge­rir as coisas mais terríveis da maneira mais cândida. Como é habitual, esta edição da Guerra e Paz, inclui um texto de enquadramento sobre a obra e época, cronologia histórica e bibliográfica e uma caracterização das personagens.